Bill Viola faz a relação entre o modo como armazenamos as nossas memórias e como o computador também o faz à nossa semelhança. Os seus trabalhos usam este conhecimento e exploram as múltiplas possibilidades do imaginário humano. Temos a tendência natural de materializar a memória num espaço gráfico. Daí a importância da arquitectura no sentido de construção de um espaço tridimensional ou representação do mesmo.
O nosso dispositivo pretende ser resultado da interpretação do grupo às problemáticas levantadas pelo autor, tentando apropriar-se das tecnologias para produzir uma reacção no espectador. Pretende ser um ensaio, a criação de uma experiência física e perceptiva destas temáticas e conceitos.
PROJECÇÃO — alusão à projecção de ideias e imagens; continuidade característica do real;
utilização de duas projecções sobrepostas no mesmo enquadramento (tanto a projectada como a previamente filmada/editada), uma relativa a um tempo passado e outra a tempo real. Os espectadores experienciam dois tempos em simultâneo no mesmo espaço.
ESPAÇO — alusão a um espaço virtual que existe para além da parede ;
ARQUITECTURA — aproveitamento de uma ambiência clássica do espaço da FBAUL, que nos remete para a memória do passado em oposição à inovação tecnológica do presente. Assim como o próprio corredor é um espaço que alude ao percorrer contínuo, utilizado como metáfora.
A experiência só se concretiza com a presença de um público, e com as câmara on. Sem estes dois factores a experiência não existe.